Sudão demolirá 25 igrejas em nova onda de perseguição

Governo islâmico está tentando acabar com a tradição cristã no país

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O Centro Americano de Direito e Justiça, uma ONG cristã que luta contra perseguição religiosa, afirmou que o governo do Sudão, país de maioria muçulmana, está tentando acabar com a tradição cristã naquela nação.

Foi anunciada a demolição de 25 igrejas. A justificativa é que os templos foram construídos em terrenos destinados a “outros usos”.

“O governo sudanês tem repetidamente oprimido a comunidade cristã ao invadir suas terras e lugares de culto. Por exemplo, desde 2014 eles decidiram que nenhuma nova igreja poderia ser construída no Sudão”, escreveu o Centro em comunicado.

“Além disso, em 2012, cancelou o comitê democraticamente eleito que estava em vigor desde 1902 para supervisionar propriedades religiosas e nomeou um comitê corrupto que vendeu a maior parte da terra pertencentes a igrejas”, continuou.

Ainda conforme a denúncia, as autoridades estão planejando vender os terrenos das 25 igrejas que serão demolidas, a fim de obter lucro.

Ao mesmo tempo, Missão Portas Abertas relata que dia 3 de abril um grupo de cristãos se reuniu diante da Escola Evangélica em Omdurman, que foi desapropriada ilegalmente pelo governo. Eles faziam um protesto pacífico, mas quando polícia chegou, prendeu os homens e agrediu as mulheres. Em meio aos confrontos, dois cristãos foram esfaqueados.

Younan Abdullah, um líder da Igreja Evangélica de Bahri, morreu por causa dos ferimentos. O outro cristão agredido, Ayoub Kumama sobreviveu e se recupera em um hospital da cidade.

Segundo o ranking anual da organização, o Sudão é o quinto pior país do mundo quando se trata de perseguição cristã. Nos últimos meses, vários pastores foram presos por falsas acusações de “ameaça à segurança nacional”. A maioria foi solta algum tempo depois, por falta de provas, mas o pastor Hassan Abduraheem foi condenado a 12 anos, quando afirmou que não iria negar sua fé cristã.

Em fevereiro, o pastor Michael Yat, que também ficou preso por pregar o evangelho, afirmou que o verdadeiro motivo pelo qual o Sudão está demolindo igrejas e prendendo líderes cristãos é o temor que os muçulmanos se convertam a Jesus Cristo.

“Eles não permitem que os pastores cheguem até os muçulmanos em Cartum, Darfur e as montanhas de Nuba, áreas estritamente dominadas por muçulmanos”, sentenciou.Com informações de Christian Post

 

 

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