Igrejas cristãs cancelam atividades no Egito por razões de segurança

Medo de atentados assola cristãos egípcios

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A Igreja Copta e a Igreja Católica cancelaram todas as conferências atividades culturais e viagens previstas no Egito até o final deste mês por motivos de segurança, nesta sexta-feira (14) ambas as instituições.

A Igreja Copta Ortodoxa, a da maioria entre os cristãos do país, suspendeu os trabalhos conforme instruções e informações recebidas pelo Ministério do Interior, com o qual está em permanente contato desde os atentados contra catedrais coptas realizados no Domingo de Ramos, de acordo com o porta-voz Boulos Halim.

Ele assegurou que não existe qualquer ameaça concreta de terrorismo que tenha motivado a suspensão das operações e a decisão se deve ao ambiente “geral da segurança” no país. A igreja estudará posteriormente se aumenta o prazo ou se poderá voltar ao normal.

A decisão também foi adotada pela Igreja Católica, mas nesse caso as atividades religiosas dentro dos templos estão mantidas, de acordo com o porta-voz da Igreja Católica no Egito, Rafic Greiche.

Desde dezembro de 2016, o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria de uma série de atentados contra cristãos coptas em diferentes pontos do norte e centro do Egito. Centenas de pessoas morreram nessas ações.

Dezenas de famílias cristãs fugiram em fevereiro deste ano da província do Sinai do Norte (nordeste), onde o Wilayat Sina – a filial egípcia do EI – tem sua base, depois que extremistas muçulmanos fizeram vários ataques e ameaças.

Os cristãos coptas representam quase 12% da população do Egito. Os atentados de abril fizeram o governo decretar estado de emergência em todo o país, que já era aplicado no Sinai do Norte desde 2014. Com informações: EFE

 

 

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